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Conheça a Escola de Minas: Laboratório de Automação Predial e Laboratório Jardim

  • Publicado: Segunda, 19 de Agosto de 2019, 19h22
  • Última atualização em Segunda, 19 de Agosto de 2019, 19h42

Laboratório de Automação Predial (LAP) do Departamento de Controle e Automação e Técnicas Fundamentais (DECAT) - Localizado no prédio de Laboratórios da Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto.

 

Atende aos alunos dos cursos de Arquitetura e Urbanismo, Engenharia Civil, Engenharia de Controle e Automação, Engenharia de Produção e Museologia.

 

Professor Responsável: Wolmar Araujo Neto. Técnico Responsável:  Diógenes Viegas Mendes Ferreira.

 

Visita orientada pelos professores Paulo Monteiro e Diógenes Ferreira.

 

Na companhia do técnico responsável, e também ex-aluno da instituição, Diógenes Ferreira, e do Prof. Paulo Monteiro, docente há mais de trinta anos e um dos idealizadores do curso de Engenharia de Controle e Automação da Escola de Minas, passamos uma manhã de maio em meio a lâmpadas de LED, circuitos e outros equipamentos no Laboratório de Automação Predial da Escola de Minas. O LAP, como é conhecido entre os frequentadores do laboratório, ainda lembrado como Laboratório de Instalações Elétricas, Luminotécnica e Telecomunicações, que teve sua origem no prédio da Escola de Minas da Praça Tiradentes, hoje atua principalmente no desenvolvimento de projetos e pesquisas ligados ao conceito de Casas e Edifícios Inteligentes.

 

O laboratório é voltado para o atendimento aos alunos que cursam as disciplinas ali ministradas - Projetos de Iluminação I e II, Instalações Elétricas e Instalações industriais - e dele saem muitos projetos de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e projetos de iniciação científica relacionados a pesquisas sobre energias alternativas, eficiência energética, climatização de ambientes, iluminação e automação residencial. Esses projetos buscam propor soluções inteligentes, práticas e baratas para atender a determinadas necessidades. Também são realizados estágios ligados ao Laboratório Jardim (LABIM), integrado ao LAP.

As aulas geralmente são ministradas com iluminação indireta, que proporciona um ambiente mais aconchegante para os estudos e torna mais fácil identificar as diferenças técnicas nas lâmpadas acionadas. Na parte anterior do LABIM, há dois sistemas de iluminação e um computador que mede a variação de luz, onde são feitas análises de iluminação.

 

O LAP possui estrutura e materiais disponíveis para aulas aprofundadas, nas quais os conceitos teóricos podem ser vistos simultaneamente com a prática. A iluminação é toda em LED, sendo cada lâmpada com características diferentes, para que possam ser feitas comparações da temperatura de cor (tonalidade da cor emitida) entre elas. Durante as aulas, geralmente ministradas em iluminação indireta, as lâmpadas são acesas ou apagadas para que as diferenças técnicas possam ser notadas pelos alunos. Há também uma vitrine, criada pelos alunos de Arquitetura e Urbanismo, muito utilizada em testes de iluminação para vitrines e pelos alunos de Museologia, para testes de iluminação de peças em museus.

 

Prof. Paulo, à esquerda, e Diógenes, mostrando
funcionamento da vitrine desenvolvida pelos alunos.

 

O LABIM, que diferentemente do LAP possui suas instalações externas, é composto por um jardim monitorado por um sistema de irrigação fotovoltaica. Funciona da seguinte maneira: há uma placa fotovoltaica que alimenta o sistema de controle responsável pela medição da umidade do solo e que deve manter o nível de umidade adequado de acordo com o preestabelecido. O controle do sistema comunica-se por rede sem fio com o controle existente dentro do LAP e, em função da quantidade de água detectada, ele aciona o sistema de válvulas que determinam quais os pontos que devem ser irrigados e liga automaticamente a bomba de irrigação. Esta, por sua vez, é acionada nos pontos do jardim que precisam alcançar o valor de umidade adequado. O sistema é caracterizado por possuir um reservatório de água da chuva e se sustentar por uma bateria, tendo baixo consumo de energia, alimentada pela placa fotovoltaica do sistema e desenvolvida para durar cerca de dez anos.

 

Sistema de irrigação fotovoltaico seguido por imagem do sistema de válvulas, bomba de água e tanque de reservatório de água da chuva.

 

Além desse sistema de irrigação, o LABIM possui em suas instalações placas de aquecimento solar, chuveiro e um aquecedor, usados em testes de comparação do consumo de energia com a qualidade do aquecimento da água. Com muita criatividade, também há luminárias confeccionadas no laboratório com tubos de PVC, vidro de geleia, papel e LED, que reforçam a ideia central do laboratório: criar soluções práticas e baratas.

 

Placas de aquecimento fotovoltaico.

 

O LAP e o LABIM contam com pessoas engajadas em suas pesquisas e que não medem esforços para que os laboratórios continuem funcionando. Possuem a vantagem de serem quase que completamente autossuficientes energeticamente e em busca da total autossuficiência. Para o futuro, uma ideia: transformar o LAP em um laboratório de desenvolvimento de novas tecnologias.

 

 

Notas retiradas do Lattes:

Prof. Paulo Marcos de Barros Monteiro: Possui graduação em Engenharia Eletrônica e de Telecomunicações pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1978), mestrado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de Uberlândia (1994) e doutorado em Engenharia Agrícola pela Universidade Federal de Viçosa (2002). Atualmente é professor colaborador da Universidade Federal de Viçosa e professor titular da Universidade Federal de Ouro Preto. Tem experiência na área de Engenharia Elétrica, com ênfase em Controle de Processos Eletrônicos, Retroalimentação, atuando principalmente nos seguintes temas: controle, automação predial, grain aeration e iluminação.

Diógenes Viegas Mendes Ferreira: Possui graduação em Engenharia de Controle e Automação pela Universidade Federal de Ouro Preto (2014), especialização em Engenharia Elétrica com ênfase em instalações residenciais pela Universidade Candido Mendes (2017), mestrado em Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Minas Gerais (2017) e curso técnico profissionalizante pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (2008). Atualmente é Técnico de Laboratório Industrial da Universidade Federal de Ouro Preto e Professor Credenciado da Universidade Federal de Ouro Preto. Tem experiência na área de Ciência da Computação, com ênfase em Sistemas de Computação, atuando principalmente nos seguintes temas: Smart Cities, IoT, Sistemas Embarcados, Hardware.

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