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Livro destaca importância do observatório astronômico da Escola de Minas no Brasil

  • Publicado: Quarta, 10 de Junho de 2015, 21h25
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Edione Abreu

"Observatório de uma centenária Escola de Engenharia e sua função hoje", é o título do capítulo que traz os registros históricos dos primeiros equipamentos astronômicos importados para o ensino de Engenharia na Escola de Minas da UFOP. A publicação faz parte do livro “História da Astronomia no Brasil”, organizado pelo professor do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) do Rio de Janeiro, Oscar Toshiaki Matsuura.

O capítulo foi escrito pelo coordenador do Observatório Astronômico do Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas (MCT-EM) e professor do Departamento de Museologia da UFOP, Gilson Antonio Nunes. Para ele, o livro é uma ação de reconhecimento da área de pesquisa de astronomia nas instituições que contribuíram para o ensino da astronomia no Brasil. “A Escola de Minas reuniu um acervo e soube preservá-lo; assim, montou o museu para hoje disponibilizar esse material para a população”, ressalta Nunes.

O professor comenta que, para implantar o observatório de astronomia no final do século XIX, foram importados equipamentos os mais modernos na época, apesar de aqui não ter um curso de astronomia. A coleção formada é, ainda hoje, muito importante para a história da astronomia no país.   

A versão digital, em e-book, foi disponibilizada em maio deste ano e a versão impressa, em dois volumes, ficou pronta no ano passado pela Companhia Editora de Pernambuco. O projeto conta com o apoio da Secretaria de Ciência e Tecnologia de Pernambuco e do MAST. Os mil exemplares serão distribuídos para os profissionais da astronomia e ciências afins e às principais bibliotecas institucionais. Cerca de 30 pesquisadores de 20 instituições estão envolvidos com a produção da obra.

Acesse o capítulo que trata do Observatório Astronômico da Escola de Minas

 

SOBRE O LIVRO

De acordo com o professor Oscar Toshiaki Matsuura a ideia para escrever o livro surgiu em 2010, durante um simpósio internacional realizado em Recife. A partir de então, buscou-se a colaboração de outros pesquisadores e parcerias com algumas instituições. Ele enfatiza que a inclusão do MCT-EM em um dos capítulos do livro se deu devido à observação da abrangência do material e à relevância de fatores históricos.

“A Escola de Minas não poderia faltar nesse livro, dada a sua importância na história do ensino da astronomia prática. O acervo instrumental, arquitetônico e documental que o Museu da Escola preserva até hoje atesta o nível de excelência desse ensino e o zelo com que era ministrado”, frisa Matsuura.

O Professor elogia a Escola de Minas pela valorização do seu passado e do seu patrimônio e das suas ações para a divulgação da astronomia junto ao público em geral. "Trata-se de uma instituição tradicional, paradigmática, que ajudará sempre a contar um importante período histórico da política, da ciência e da interiorização do desenvolvimento no Brasil”, afirma.

Ele lembra ainda o papel de destaque que o Museu desempenha hoje, como polo regional de ensino e divulgação da astronomia e cita a importância de Minas Gerais na história da astronomia brasileira. Alguns desses exemplos podem ser conferidos em passagens como: o achado de meteoritos brasileiros; presença do estado na astronomia amadora; Observatório do Pico dos Dias em Brazópolis e o escritório em Itajubá e a cooperação ativa de Ninas no desenvolvimento de instrumentos astronômicos de ponta utilizados em grandes observatórios internacionais, como no Chile e Havaí.


Confira a publicação na íntegra.

 

Acervo do MCT-EM

O MCT-EM tem atualmente cerca de 20 equipamentos/instrumentos do século XIX que são apresentados ao público nas exposições e visitações ao museu.

Entre eles, uma esfera armilar (instrumento de astronomia aplicado em navegação), que representa o céu noturno, dando especial atenção à faixa de onde os planetas se deslocam no sistema solar; um globo terrestre com uma haste que representa a posição do sol, que permite discutir e mostrar as estações do ano; o Telescópio refrator alemão Gustav Heyde, que possui mais de 100 anos - hoje apenas cerca de 50 cidades brasileiras têm um deste - e possibilita observar o céu, astros e planetas, e o telescópio refrator francês Mailhat, também do século XIX.

 

Serviço

Horário de visitação:

Setores de Mineralogia, História Natural, Mineração, Metalurgia, Física/Ciência Interativa e Química, de: terça-feira a domingo, de 12 a 17h

Observatório Astronômico: aos sábados, de 20 a 22h. Programação sujeita a mudanças em feriados prolongados.

Escolas e grupos podem agendar visitas em horários e dias a combinar com acompanhamento dos bolsistas do MCT-EM.

Mais informações pelo  telefone 3559-3118 ou pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

 

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