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Laboratório de Ferrovias e Asfalto EM-UFOP auxilia tese de Doutorado

  • Publicado: Segunda, 08 de Mai de 2017, 12h05
  • Última atualização em Quarta, 10 de Mai de 2017, 14h17

Os equipamentos do Laboratório foram utilizados pelo professor Rodolfo Gonçalves, do IFMG-Congonhas, para concluir sua tese

Gabriel Campbell

 

Em março deste ano, o professor Rodolfo Gonçalves, do IFMG-Campus Congonhas, finalizou sua tese de doutorado, que trata da caracterização do rejeito de minério de ferro do Quadrilátero Ferrífero e a aplicação desses resíduos em pavimentação de rodovias. Os testes necessários ao desenvolvimento do trabalho foram realizados por ele no Laboratório de Ferrovias e Asfalto da EM-UFOP, por meio da metodologia Marshall

O professor utilizou o rejeito das barragens para analisar o comportamento desses materiais em misturas asfálticas e, a partir disso, criou um catálogo de pavimentos alternativos para ser utilizado na região. Considerando que Minas Gerais tem a maior malha rodoviária do Brasil e boa parte dela circunda a área estudada. Devido a localização das barragens analisadas, é possível especificar qual tipo de rejeito poderá ser utilizado na pavimentação das rodovias inseridas na região. Isto pode contribuir para a fase de elaboração do projeto rodoviário, com grande potencial de redução de custo do revestimento asfáltico a ser utilizado para concretizar a obra em questão

Arquivo Pessoal

Coleta de rejeito de minério de ferro na Barragem Mina Oeste - Mina Oeste. 

“Em função da grande disponibilidade dos rejeitos de mineração no Quadrilátero Ferrífero, este material alternativo torna-se uma opção tecnologicamente viável e ambientalmente correta. Os rejeitos, utilizados na pesquisa, foram coletados na Mina de Fábrica/VALE, Mina de Alegria/VALE, Mina Oeste/USIMINAS e Mina Casa de Pedra/CSN”, informa o professor. Ele destaca também que a aplicação do rejeito de minério de ferro, como agregado alternativo, contribui para a mitigação dos danos ambientais, reduzindo a extração e o consumo de agregados convencionais e minimizando a geração de resíduos a serem descartados em barragens.

 

O Professor Rodolfo explica que apenas 12% das rodovias brasileiras são pavimentadas e, devido à má qualidade do material empregado e à ausência de serviços de manutenção, os gastos com a restauração dos pavimentos são muito elevados. “Diante do contexto apresentado é que se justifica um necessário e urgente investimento em materiais de baixo custo que otimizem a vida útil da malha rodoviária e propiciem a redução de custos para o Estado. Nesse sentido, a presente pesquisa teve por objetivo propor soluções técnicas para a execução de pavimentos alternativos, com a utilização parcial de rejeitos de minério de ferro em misturas asfálticas”, argumenta o professor.

 

Em um trabalho conjunto com os técnicos do laboratório, o professor adaptou e tornou mais eficiente os procedimentos de execução dos ensaios realizados. Para ele, utilizar o laboratório de Ferrovias e Asfalto da EM-UFOP foi uma experiência gratificante. “No laboratório, tive a oportunidade de aprofundar meu conhecimento sobre procedimentos laboratoriais referentes à dosagem de misturas asfálticas, ensaios de caracterização de agregados e ligantes asfálticos usados na construção de rodovias”.

Arquivo Pessoal

 Confecção das misturas asfálticas no Laboratório de Ferrovias e Asfalto

Ainda segundo ele, o laboratório foi primordial, uma vez que grande parte da metodologia adotada dependia exclusivamente das instalações e equipamentos disponíveis. Destaca-se que um dos equipamentos utilizados para avaliar o desempenho mecânico das misturas asfálticas, SiCAEP (Sistema de Controle e Aquisição de dados para Ensaios de Pavimentos em laboratório), existe em número limitado e em poucos centros de pesquisa do país, sendo um deles o Laboratório de Ferrovias e Asfalto da UFOP. Este equipamento, que possui custo de aquisição elevado e mão de obra qualificada para sua instalação, foi adquirido por meio de uma parceria entre a UFOP e a PETROBRAS.

 

O professor Rodolfo Gonçalves destaca que “a UFOP, representada por suas instalações, corpo docente e técnico-administrativo possibilitou-me aprendizados significativos, bem como propiciou desenvolvimento satisfatório das atividades previstas para a conclusão da pesquisa. Além disso, o NUGEO (Núcleo de Geotecnia) ofereceu constante suporte para trabalhar em conjunto com as empresas, que forneceram os agregados convencionais, ligante asfáltico e os rejeitos de minério de ferro utilizados ao longo do curso de pós-graduação”.

 

Ele planeja, agora, divulgar o resultado da pesquisa em eventos acadêmicos ou publicações científicas e estabelecer um diálogo com profissionais da área e comunidades localizadas no entorno dos empreendimentos minerários sobre o potencial de uso do rejeito em rodovias. “Pretendo fazer a divulgação dos catálogos de pavimentos alternativos elaborados no decorrer da pesquisa para nortear e facilitar o trabalho dos profissionais da área de mineração e da construção civil e estimular a utilização de revestimentos asfálticos alternativos. Assim também estimular os órgãos municipais, estaduais e federais a executarem pavimentos flexíveis com base nos resultados obtidos pela pesquisa”.

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